9 verdades sobre a fibromialgia

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira tem fibromialgia. De cada 10 pacientes com a doença, sete a nove são mulheres. No entanto, a síndrome também pode acometer homens, idosos, adolescentes e crianças.

A fibromialgia é uma doença que causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão.

As pessoas que vivem com fibromialgia sofrem preconceito exatamente por falta de conhecimento sobre a doença. Por isso, o Saúde com Ciência mostra agora 9 verdades sobre a síndrome para espantar de vez o preconceito.

A síndrome pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a fibromialgia ainda é desconhecido. No entanto, suspeita-se que a doença seja provocada por fatores genéticos, neurológicos, psicológicos ou imunológicos.

A fibromialgia é uma doença psicológica?

A dor é um sintoma predominante na fibromialgia, por isso os pacientes relatam redução significativa na qualidade de vida e na capacidade de realizar atividades comuns do dia a dia.

Existem exames complementares para confirmar o distúrbio?

O diagnóstico da doença é apenas clínico, ou seja, não há exames complementares que confirmem ou excluam sua existência. Assim, não há nada melhor do que uma conversa entre o médico reumatologista e o paciente para diagnosticar a fibromialgia e descartar outros problemas.

A fibromialgia é um tipo de artrite?

Um dos grandes erros das pessoas é acharem que a fibromialgia é um tipo de artrite e, com isso, realizar o tratamento inadequado. A grande diferença entre eles é que a fibromialgia não causa nenhum tipo de inflamação ou dano aos músculos, tecidos, articulações ou órgãos, diferentemente de outra doença reumática. O que pode ocorrer, porém, é elas atuarem de forma associada.

A fibromialgia tem cura?

Apesar de não avançar ao longo dos anos, a fibromialgia não tem cura. Infelizmente, a medicina ainda não entende muito bem como a doença opera dentro do corpo humano.

Sabe-se que, sem tratamento, ela pode evoluir para incapacidade física e limitação funcional, além de complicações com bastante impacto sobre a qualidade de vida do paciente. Por isso, é tão importante realizar o tratamento adequado para controlar os sintomas e proporcionar qualidade de vida para o paciente.

Quem tem fibromialgia pode praticar exercícios físicos?

A prática de atividade física regular é considerada uma grande aliada no tratamento da fibromialgia, pois promove tanto o ganho de força muscular quanto o relaxamento corporal. Com isso, há o alívio das dores e de outros sintomas comuns da fibromialgia, como fadiga e dificuldade para dormir, promovendo um aumento no bem-estar em geral.

Com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, é possível que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa viver normalmente.

A fibromialgia pode levar à morte?

A síndrome não causa morte nem danos graves à pessoa, como a paralisação de membros ou deformidade, mas ela pode levar a problemas psicológicos e físicos, impactando diretamente na vida pessoal e profissional do paciente.

Pessoas com fibromialgia precisam fazer terapia psicológica?

Como a síndrome pode afetar a vida social, profissional e emocional do paciente, a terapia psicológica é indicada para que a pessoa aprenda a lidar com a fibromialgia e seus desafios.

Além disso, sugere-se que a pessoa pratique algum tipo de técnica de relaxamento e respiração, pois isso costuma aliviar não somente a dor, mas o quadro de depressão e insônia.

Existe atendimento para a fibromialgia no SUS?

O atendimento à pessoa com fibromialgia no âmbito do SUS é realizado de forma ampla e integral, estando inseridos em todos os níveis de atenção. Na atenção básica são ofertados os cuidados clínicos por equipe multiprofissional, incluindo acolhimento, avaliação de história clínica e acompanhamento longitudinal,, além de tratamento com práticas integrativas e complementares, analgesia medicamentosa e não medicamentosa, cuidados em fisioterapia e sessões de acupuntura.

Na atenção especializada são disponibilizadas consultas com médico reumatologista e outros profissionais da saúde, além da reabilitação física assistindo o paciente de forma integral, englobando ações e serviços de promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e manutenção da saúde.

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2025/fevereiro/9-verdades-sobre-a-fibromialgia em 22/07/2025

Mais Notícias

Lei nº 15.176 de 23/07/2025

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º A Lei nº 14.705, de 25 de outubro de 2023, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 1º-A, 1º-B e 1º-C:
“Art. 1º-A. As ações de que trata o art. 1º desta Lei deverão ser promovidas no âmbito de programa de abrangência nacional, com as seguintes diretrizes:

Diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com fibromialgia e fadiga crônica

Dores que se espalham por várias partes do corpo, fadiga, distúrbios do sono, ansiedade e alterações de memória e de atenção podem ser sintomas de fibromialgia, doença mais comum entre as mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, de cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são do sexo feminino. No entanto, a síndrome também pode acometer homens, idosos, adolescentes e crianças. Neste dia de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico precoce.

Fibromialgia: o que é, como diagnosticar e como acompanhar?

A fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza por dores generalizadas, principalmente na musculatura, que podem durar mais de três meses, sem apresentar, no entanto, evidências de inflamação nos locais doloridos. Junto com a dor, outros sintomas como fadiga, distúrbios no sono, alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais podem acometer os pacientes.

Outros links

Menu

Acessibilidade